solidão…

solidão...

Quando não se consegue mais suportar a solidão, é necessário buscar um certo grau de sociabilidade; mas isso deve ser feito de tal modo que seja possível combinar ambas, a solidão e a sociabilidade, isto é; “é necessário aprender também a estar só em sociedade, e não se comunicar aos demais tudo quando se pensa e a não levar demasiado a sério nada do que dizem; a esperar muito pouco dos outros, tanto do ponto de vista moral quando do intelectual; e a permanecer totalmente indiferente às suas opiniões, que é a única forma realmente eficiente de nunca se perder a calma. Desta maneira, mesmo estando no meio deles, nunca se esta totalmente, de tal forma que nos acostumamos a não exigir nunca muito de ninguém. Deste modo já que nunca se estabelece um contato propriamente dito, antes se mantém a suportar uma atitude distante, será possível chegar a suportar qualquer grupo social e evitar sempre que te ofendam ou te contaminem. A partir deste ponto de vista, a sociedade pode ser comparada com uma fogueira, na qual um homem prudente se aquece a distancia, mas sem nunca se aproximar de mais, como um idiota que se deixa queimar e depois foge para o frio da solidão, lamentando-se de que o fogo queime.

(Arthur Schopenhauer, in “Primeiros Manuscritos”)

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