aluno

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Ir à escola de manhã,
Como destrói minha alegria;
Sob um olhar cruel, aceso,
Passam os novos todo o dia
Em desgosto e melancolia.

Passar às vezes longo tempo
Sentado, ouvindo, aborrecido,
Indiferente à sala de aula
E indiferente ao livro lido
E ao quadro-negro tão comprido.

Como há de uma ave que nasceu
Para a alegria achar prazer
Numa gaiola, ou uma criança,
Baixando as asas, esquecer
Que é tempo só de florescer?

Ó pai, ó mãe, se for cortada
Logo em botão a jovem flor
E a planta nova desbastada
De seus brotos e seu vigor
Pelo desgosto e pela dor,

Como há de o tépido verão
Ter no prazer o seu momento?
Como na dor colher o fruto
Que nos trouxe o florescimento,
Quando chegar o inverno e o vento?

— William Blake, in “Canções da Inocência e da Experiência”, pág. 54. Editora Crisalida.

Obra de Nikolay Petrovich Bogdanov-Belsky.

fonte Literatus

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