o que define a humanidade? o que nos permite ser humanos? o que nos diferencia dos outros seres vivos?

O mundo é uma só família – o humano que enxerga as coisas claramente é aquele que se reconhece nos outros.

Não violência é o mesmo que amor universal. Os que confiam nesse tipo de amor, valorizam todos os seres vivos e inanimados, considerando-os como vindos do mesmo Princípio Criador e assim pertencendo a uma só e grande família.
Sem dúvida nenhuma, hoje em dia há uma certa confusão na família humana.
Poucos querem realizar os prórpios deveres e por isso a crise mundial. Nenhum país está pacifico dentro dele ou com os seus vizinhos.
Vamos pensar um pouco: se nós achássemos que o mundo é como uma grande família, é preciso iniciar perguntando a nós mesmos o que não está certo e achar a maneira para que as coisas retornem ao seu funcionamento.
Uma família nunca conseguirá estar em paz, mesmo que seja apenas um dos seus membros que não esteja bem. Todos possuem o seu papel certo na família e o seu lugar, o mesmo acontece no mundo.
Quando cada um cumpre o seu papel, ou seja, sua própria obrigação, todas as coisas entram nos eixos e tudo fica harmonioso.
Porque se não for assim haverá uma grande confussão no ar e nada será cumprido. Nesse caso ela se deteriora e será preciso voltar à ordem com leis e punições. Na natureza as coisas estão todas nos seus lugares, o único que consegue confundir tudo através de comportamentos errados, é o humano. Quando a situação for corrigida tudo voltará como era no início, equilibrado.
Desde crianças, nos colégios, somos ensinados a respeitar a nossa comunidade tanto escolar quanto familiar, nos amando e ajudando mutuamente. Os professores precisam ser capazes de considerar seus alunos como se fossem seus filhos, não demonstrando prefêrencias por nenhum em particular. Os alunos devem sentir um verdadeiro amor e ter muito respeito pelos seus professores, assim esses poderiam se tornar até os mestres das suas vidas.
Se iníciarmos assim, não será difícil, no futuro, entender que o mundo inteiro é uma só e grande família.
Ter certeza de que todos somos irmãos nessa grande comunidade universal, será a forma ideal para vencer as maiores doenças da nossa época: guerras, racismos, egoísmos e idolatria pelo dinheiro.
Os que compreendem que o mundo é uma única família, são os que estão a favor da não violência. Você também pensa assim?

Epidemia de riso

Em 30 de janeiro de 1962, três meninas começaram a rir num internato em Kahasha, um vilarejo na então Tanganika, hoje Tanzânia. As risadas logo tomaram 95 das 159 alunas da escola, que fechou as portas para evitar tumultos.

O internato reabriu em 21 de maio e foi novamente fechado um mês depois: o ataque de riso contaminara outras 57 garotas.

Os surtos de gargalhadas duravam várias horas e, em algumas ocasiões, se repetiam quatro vezes. Houve casos em que os sintomas duraram 16 dias.
De Kahasha a epidemia migrou para Nshamba, a vila onde moravam pais de várias meninas do internato. Mais de 200 dos 10 mil habitantes da cidadezinha sofreram ataques de riso.

Em junho, uma outra escola nas imediações também foi contagiada e teve de fechar porque 48 de suas 154 alunas riam sem parar. A praga então se espalhou como fogo na pradaria.

O ataque de riso só parou em junho de 1964, dois anos e meio depois de iniciado. No total, ele atingiu cerca de mil pessoas. Catorze escolas tiveram de ser fechadas temporariamente.

A epidemia foi debelada quando as vilas atacadas foram submetidas a quarentena: ninguém entrava ou saía delas enquanto houvesse gente gargalhando compulsivamente.

A risada é involuntariamente contagiosa. Segundo Provine, o ataque de riso coletivo “desafia a combalida hipótese de que somos criaturas racionais, no controle pleno e consciente de nosso comportamento”.