estampas eucalol – mitologia Rei Midas

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Quando Dyonisos, o deus do vinho, andava pela terra, um rei, chamado Midas, prestou-lhe um grande favor. O deus, agradecido, mandou que Midas escolhesse uma recompensa.O rei pediu, então, a graça de transformar em ouro tudo em que tocasse com as mãos, no que foi logo atendido, tornando-se de ouro a maça que pouco antes colhera.

 

 

 

 

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Satisfeito com seu poder, Midas correu para casa e foi transformando em ouro tudo quanto encontrava. Em poucos instantes todo o seu palácio, com janelas, portas, móveis e tudo, tornou-se de ouro, do mais puro ouro. E como a um simples toque de suas mãos os objetos se tornavam de ouro, Midas, naquele dia, teve muito que fazer.

 

 

 

 

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Quando, porém, Midas sentou-se à mesa para almoçar, logo compreendeu como fora infeliz na escolha da recompensa. A carne, os frutos, o vinho, tudo em que tocava, ficava duro e rígido, feito do mais puro metal. O pobre do rei, vestido com roupa de ouro, sentado numa cadeira de ouro, e morando num palácio de ouro, não podia, no entanto, se alimentar.

 

 

 

 

 

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Abatido com o estranho poder que adquirira, de transformar em ouro tudo o que tocasse, Midas correu para o jardim, aonde foi encontrar sua filha. E, antes que Midas pudesse fazer um gesto para detê-la, a moça se atirou em seus braços, transformando-se numa estátua de ouro.

 

 

 

 

 

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Louco de dor, por ter transformado em ouro a sua filha querida, Midas correu em busca de Dyonisos, a quem pediu que perdoasse a sua ambição e retirasse o poder de transformar tudo em ouro, a um simples toque das mãos. Vai até o rio Pactolo, disse-lhe Dyonisos, e colhe um pouco de água. Asperge, depois, dessa água sobre os objetos em que tocaste e eles voltarão a ser o que eram.

 

 

 

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Midas correu a cumprir o que dissera o deus do vinho e, com a água do rio Pactolo, que correu num jarro, foi banhando todos os objetos em que tocara, restituindo-lhes a natureza primitiva, a começar pela própria filha, que ele , então, pôde abraçar sem perigo de torná-la de ouro. Dizem que Midas, ao se abaixar para colher a água na margem do rio, tocou na areia com as mãos e que, por isso, ainda hoje, o rio Pactolo corre por sobre um leito de areias douradas.

 

 

 

sobre a inveja

Sua Jaqueta nova não vale nada – cara e coroa – o bem e o mal:

“Hugo ganhou uma jaqueta nova. Preta, de couro, com letreiros nas costas, quatro bolsos por dentro, dois na frente e um de lado. Exatamente aquela com que Alex sonhava.

No primeiro dia em que viu o amigo com a jaqueta nos ombros, Alex ficou morrendo de inveja. Quando Hugo lhe mostrou a novidade, ele fez um ar de pouco caso e disse:

– Essa inscrição nas costas é horrorosa!”

O que Alex pensa de fato é: “Eu queira ter uma igual”. Mas resolve criticar a jaqueta de Hugo. E até mesmo tenta se convencer de que ela não vale nada, apesar de sonhar com ela há semanas. Assim, dói menos não ter uma igual.

Na realidade, o que Alex tem é despeito. Então, para não dar o braço a torcer, põe defeito na roupa, para estragar um pouco o prazer do amigo.

Podemos fazer a mesma coisa, dizendo aos outros: “Isso aí não presta”. Falar qua algo ou alguém não presta muitas vezes significa: “Estou com inveja, gostaria de ser assim, de ter isso, de agir dessa forma”.

Quando não conseguimos fazer alguma coisa, é mais prático dizer que “isso ou aquilo não é bom, não vale nada”. Procuramos menosprezar um pouco as pessoas que chegam primeiro, que são bem-sucedidas, que ganham muito dinheiro. Às vezes, dizer que não presta é uma maneira de desvalorizar o sucesso dos outros, de fazer com que se sintam culpados, de impedir que os fortes mostrem sua força. Aliás, há pessoas que não tem coragem de dizer que tudo vai muito bem; elas se sentem constrangidas com isso. Como se fosse um mal a vida transcorrer às mil maravilhas!

A inveja pode ser definida  como “ o desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade do outro. Desejo violento de possuir o bem alheio. Cobiçar (querer) o que é do outro.”

A inveja é um sentimento extremamente primitivo e costuma gerar sensações e ansiedade e angústia.

Para tentar se defender destas dores psíquicas existem mecanismos de defesa mentais.

Mecanismos mentais de defesa:

A) Uma das defesas mais frequentes em relação à inveja é extremamente bem contada na fábula da ‘raposa e das uvas”

Após várias tentativas fracassadas de se obter uvas que lhe pareciam apetitosas, a raposa desdenhou e alegou que as mesmas estariam verdes. A defesa contra a inveja assume, muitas vezes, a forma de desvalorização do objeto cobiçado.

Essa é uma das razões mais profundas das ingratidões humanas. As pessoas que em algum momento, são muito apreciadas por nós, parecem uvas muito apetitosas. Se por alguma razão nos parecem menos próximas do que gostaríamos, então poderemos inconscientemente iniciar um processo de rejeição e desvalorização do objeto de admiração e amor.

Essa situação poderia gerar conflitos desagregadores dentro do ambiente escolar, transformando o que deveria ser cooperação em competição predatória e auto destrutiva.

B) Outro método utilizado pelo aparelho psíquico para tentar lidar defensivamente com os sentimentos provocados pela inveja é tentar a todos custo triunfar sempre sobre todas as pessoas, de maneira a nunca ter de passar pela situação de invejar algo. A vida ensina que isso, dentro da realidade é algo impossível de se fazer pois sempre existirá algo para além das nossas possibilidades. Além disso essa tática tende a intensificar as ansiedades do indivíduo.

No contexto social, gera pessoas individualistas, incapazes de uma real cooperação, que não conseguem colocar os interesses do grupo e da instituição acima de seus interesses pessoais.

C) Outra defesa muito utilizada pela mente é a tentativa de ‘matar’ o amor, pois aquilo que você não ama, aquilo que você não gosta, você inveja. Isso pode gerar no indivíduo um retraimento social e a tentativa de se manter indiferente aos possíveis relacionamentos que o rodeiam, tanto pessoais como os próprios sonhos e ambições. Inclusive projetos relacionados à sua vida escolar. Esta situação pode produzir um estudante apático em suas funções como enorme dificuldade de estabelecer relações humanas cooperativas.

D) E há ainda uma outra defesa, pouco conhecida: que é a inveja voltada para si mesmo. Nesse caso, as baterias mentais são voltadas para destruição e para o impedimento da utilização dos próprios dons gerando desvalorização pessoal. As pessoas tentam evitar, através da auto anulação, o sucesso e a competição. Evidentemente, que esta situação impede a pessoa de oferecer o melhor de si para os grupos aos quais pertence, inclusive a escola.

Solução : altruísmo (Fazer algo sem querer nada em troca, mesmo se prejudicando) ? veja o que a filosofa Ayn Rand diz sobre isso:

entenda a doutrina objetivita

referência : O Bem e o Mal – Col. Cara ou Coroa Filosofia para Crianças

fábula sobre a inveja

Fábulas sobre a inveja 

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra tinha sido excelente.

Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas.

Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:

– Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desce essas uvas eu não comeria.

Moral da História:
Ao não reconhecer e aceitar as próprias limitações, o vaidoso abre assim o caminho para sua infelicidade.
Moral da História Alternativa:
Ao não aceitar as próprias limitações, perde o indivíduo a oportunidade de corrigir suas falhas…

Às vezes deixamos de aceitar ou corrigir nossas deficiências, assim como a Raposa inventou que as uvas estavam verdes e azedas, e começou a desdenhar o que não se conseguiu conquistar.

Por Monteiro Lobato – fábula de Esopo