66 Conselhos realmente úteis (que ninguém dá)

Que o mundo não é colorido, acho que você sabe. Mas que as pessoas gostam de enfeitar, ahhh.. isso gostam, poucas as pessoas que sabem como dizer as verdades quando realmente precisamos ouvi-las.

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Anistia Internacional defende solução pacífica para impasse entre manifestantes e autoridades

A Anistia Internacional vê com preocupação o aumento da violência na repressão aos protestos contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo. Também é preocupante o discurso das autoridades sinalizando uma radicalização da repressão e a prisão de jornalistas e manifestantes, em alguns casos enquadrados no crime de formação de quadrilha.

O transporte público acessível é de fundamental importância para que a população possa exercer seu direito de ir e vir, tão importante quanto os demais direitos como educação, saúde, moradia, de expressão, entre outros.

É fundamental que o direito à manifestação e a realização de protestos pacíficos seja assegurado. A Anistia Internacional é contra a depredação do patrimônio púbico e atos violentos de ambos os lados e considera urgente o estabelecimento de um canal de diálogo entre governo e manifestantes para que se encontre uma solução pacífica para o impasse.

Anistia Internacional Brasil

Astronomia: 6 erros que cometemos ao olhar para o céu

Olhar para o céu é o passatempo de muitas pessoas ao redor do mundo, e não estamos falando de astronautas ou funcionários da NASA. Existem centenas de astrônomos amadores que dedicam várias de suas noites a observar os astros e estudar um pouco mais sobre o Universo.

Para esses amadores, alguns acontecimentos no céu são bem corriqueiros, como a passagem de satélites ou de meteoros. Porém, não é todo mundo que tem o costume de estudar mais a fundo o que acontece acima de nossas cabeças e, por isso, essas pessoas acabam cometendo alguns erros. Por mais simples que esses equívocos sejam, é sempre bom esclarecer para que eles não sejam passados para frente.

É verdade que dá para ver satélites artificiais a olho nu?

Sim, e eles parecem estrelas “correndo”. Com o telescópio é mais difícil ver um satélite artificial passando, pois além de eles cruzarem o céu a uma velocidade aparente considerável, com o telescópio você enxerga uma área menor da abóboda celeste, fazendo com que as chances de um objeto passar ali sejam pequenas.

Além dos satélites, também é possível ver a Estação Espacial Internacional e os ônibus espaciais passando. Existem sites como o Heavens-above.com que trazem a data e o horário em que alguns satélites e a ISS cruzarão o céu da sua região. Em fotografias de longa exposição, o objeto é registrado como um risco contínuo e forte, como na foto abaixo que registrou a passagem da Atlantis.

Astronomia: 6 erros que cometemos ao olhar para o céu

(Fonte da imagem: Filogônio S. Carvalho Filho / Grupo Astronômico Nevoeiro)

Existe estrela cadente?

Claro que existe, mas o nome correto é meteoro (ou meteorito). Trata-se de fragmentos de cometas e outras matérias que ficam vagando pelo espaço e são atraídos pela força gravitacional da Terra. Quando atinge a atmosfera do nosso planeta, os pequenos viajantes tornam-se incandescentes, dando origem ao efeito luminoso do meteoro. Em uma noite limpa e bem escura, é possível ver muitos meteoritos cruzando o céu; basta prestar atenção.

E por que a chuva de meteoros não “chove”?

As chamadas chuvas de meteoro acontecem quando há um aumento na quantidade de meteoritos cruzando o céu. Em uma noite comum, dentro de uma hora é possível ver cerca de cinco objetos do gênero. Nas chuvas, você consegue observar até doze meteoros em 60 minutos.

No verão é mais quente porque estamos mais perto do Sol?

Não! Esse erro é muito comum, mas o afélio (época em que a Terra está mais longe do Sol) e o periélio (quando o planeta está mais próximo do Sol) nada têm a ver com as estações do ano. É a inclinação da Terra que faz com que haja períodos quentes e frios em épocas diferentes para cada hemisfério.

Essa inclinação faz com que uma dada região receba menos radiação solar do que a outra. Isso interfere no clima do planeta e dá origem às quatro estações que conhecemos. O início de cada estação é definido por dois fenômenos astronômicos, chamados de “solstício” (para o verão e o inverno) e “equinócio” (para a primavera e o outono).

Astronomia: 6 erros que cometemos ao olhar para o céuAmpliar (Fonte da imagem: Astronomia no Zênite)

Todo cometa é visível a olho nu?

Não. Os cometas nada mais são do que bolas de gelo sujo que orbitam o Sol. Quando estão próximos à estrela principal do Sistema Solar, o núcleo do cometa é afetado pelo vento e pela radiação solar, fazendo com que a cauda se forme. Quando iluminada pelo Sol, essa cauda fica mais visível, mas nem sempre ela é grande o suficiente para que o objeto seja visto a olho nu.

Às vezes, um cometa pode passar por um súbito e grande jato de gás e poeira, fazendo com que sua cauda e coma aumentem de tamanho e ele possa ser visto da Terra. Em 2007, essa injeção de poeira pode ser vista no cometa Holmes.

Astronomia: 6 erros que cometemos ao olhar para o céu

As manchas solares são erupções no Sol?

Justamente o contrário. As manchas observadas na superfície do Sol são, na verdade, as regiões mais frias e de menor pressão da fotosfera do astro. Enquanto a superfície solar pode chegar aos 6.000 oC, na área das manchas a temperatura varia entre 1.500 oC e 2.000 oC. O surgimento dessas áreas frias está associado ao campo magnético da estrela.

Uma frustração comum: coloração dos planetas

O sentimento de frustração é muito comum ao olhar um planeta pela primeira vez em um telescópio amador. Normalmente as pessoas vão preparadas para ver o que as fotos mostram: cores vistosas e aumentos espetaculares. Sim, os planetas são coloridos, mas pelo telescópio elas aparecem mais fracas, dando a impressão que o astro está desbotado.

As imagens que você encontra na internet normalmente são tratadas com dezenas de filtros e efeitos para destacar algumas características dos planetas. Além disso, as fotos da NASA, por exemplo, são tiradas por telescópios muito mais potentes do que aqueles usados por astrônomos amadores.

Astronomia: 6 erros que cometemos ao olhar para o céu

(Fonte da imagem: Filipe Augusto Moro / Grupo Astronômico Nevoeiro)

Então como saber que você está vendo um planeta? A forma esférica do objeto não deixa dúvida de que se trata de um planeta. Além disso, alguns astros possuem características bem distintas, como os anéis de Saturno ou as faixas e luas de Júpiter.

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Agora que você já esclareceu algumas das dúvidas mais comuns para quem não tem a Astronomia como atividade cotidiana, conte para outras pessoas e ajude a acabar com alguns mitos populares.

Leia mais em: tecmundo.com.br

pessoas burras são burras demais para saber que são burras

 

Várias pesquisas psicológicas estão chegando à conclusão que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Ou seja: as pessoas burras são burras demais para saber que são burras.

E essa desconexão pode ser responsável por muitos dos problemas da sociedade.

Com mais de uma década de pesquisa, David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, demonstrou que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.

Se um indivíduo não tem competência em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades de xadrez, a pessoa ainda tende a classificar suas habilidades naquela área como sendo acima da média.

Dunning e seu colega, Justin Kruger, agora na Universidade de Nova York, fizeram uma série de estudos nos quais deram às pessoas um teste de alguma área do conhecimento, como raciocínio lógico, conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-los, inteligência emocional, etc.

Então eles determinaram as suas pontuações, e, basicamente, pediram que eles lhe dissessem o quão bem eles achavam que tinham ido.

Os resultados são uniformes em todos os domínios do conhecimento. As pessoas que realmente se saíram bem nos testes tenderam a se sentir mais confiantes sobre o seu desempenho, mas apenas ligeiramente. Quase todo mundo achou que foi melhor do que a média.

“As pessoas que realmente foram mal – os 10 ou 15% de fundo – acharam que seu desempenho caía em 60 ou 55%, portanto, acima da média”, disse Dunning.

O mesmo padrão aparece em testes sobre a capacidade das pessoas em classificar a graça de piadas, gramática correta, ou até mesmo seu próprio desempenho em um jogo de xadrez.

O pior é que não é apenas otimismo. Os pesquisadores descobriram uma total falta de experiência que torna as pessoas incapazes de reconhecer a sua deficiência.

Mesmo quando eles ofereceram aos participantes do estudo uma recompensa de US$ 100 (cerca de R$ 170) caso eles classificassem seu desempenho com precisão, eles não o fizeram, achando que tinham ido melhor do que realmente foram. “Eles realmente estavam tentando ser honestos e imparciais”, disse Dunning.

Dunning acredita que a incapacidade das pessoas em avaliar o seu próprio conhecimento é a causa de muitos dos males da sociedade, incluindo a negação das alterações climáticas.

“Muitas pessoas não têm formação em ciência, e assim podem muito bem não compreender os acontecimentos climáticos. E como elas não têm o conhecimento necessário para avaliá-los, não percebem o quão ruim suas avaliações podem ser”, disse ele.

Além disso, mesmo se uma pessoa chegue a uma conclusão muito lógica sobre se a mudança climática é real ou não com base em sua avaliação da ciência, isso não significa que a pessoa realmente tinha condições de avaliar a ciência.

Na mesma linha, as pessoas que não são talentosas em uma determinada área tendem a não reconhecer os talentos e boas ideias dos outros, de colegas de trabalho a políticos. Isso pode impedir o processo democrático, que conta com cidadãos com capacidade de identificar e apoiar o melhor candidato ou a melhor política.

Conclusão: você deve se lembrar de que pode não ser tão bom quanto pensa que é. E pode não estar certo sobre as coisas que você acredita que está certo. E, além de tudo, se você tentar fazer piadas sobre isso, pode não ser tão engraçado quanto você pensa.

texto original LiveScience

mamãe

mamãe

todo dia é dia das mães…

“Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado, pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz, Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta (Braço de ouro vale 10 milhões)
Eu tenho corações fora peito
Mamãe, não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar leia um romance
Leia “Elzira, a morta virgem”, “O Grande Industrial”
Eu por aqui vou indo muito bem , de vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim”

Letra de Torquato Neto (Mamãe Coragem)

Maioridade Penal

a favor ou contra?

Como é de conhecimento público, o UNICEF expressou sua posição contrária à redução da idade penal, assim como à qualquer alteração desta natureza, em face dos compromissos assumidos pelo Estado Brasileiro com a ratificação da Convenção Internacional dos Direitos da Criança e do Adolescente das Nações Unidas e outros documentos internacionais, e porque tal proposta contraria as principais tendências de administração da justiça da infância e adolescência no mundo.

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A redução da maioridade penal representa, portanto, um enorme retrocesso no atual estágio de defesa, promoção e garantia dos direitos da criança e do adolescente no Brasil.

Isto porque a forma como o Estado e o Direito tratam suas crianças e adolescentes é um indicador infalível na avaliação do processo civilizatório e de desenvolvimento.

Leia o texto completo e entenda os motivos para dizer não à redução da idade penal.

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protesto

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sobre a opressão do tempo a qual passa o professor hoje em dia – é tenso: vem comigo, a aula termina aos 55 minutos ou aos 50? Eu entro na sala dez minutos antes ou depois? Existe um balé invisível

– sem fazer nenhuma alusão ao sistema que além de fabril é, agora, logístico –

Em que a escola dever ter uma dinâmica de fluência entre os professores que se um professor atrasa atrapalha todo esquema…

… então a aula termina 10 minutos antes do intervalo e eu tenho que esperar o professor que vai substituir 13 minutos antes …

( nesse ínterim tem os alunos querendo me entregar o caderno, pedindo pra dar visto, nota, presença, carimbo, autorização, concelhos, amor, opa e é claro: aula… )

… e eu vendo no relógio que bate 47 da hora cheia e o bendito professor substituto ainda não apareceu …

penso que desperdício de tempo – pois se confiassem o tempo seria usado pra ensinar e não controlar

e o professor profissional – aquele que sobrevive do seu salário – acaba por fazer atividades simples que se iniciam e terminam numa aula: engessada.

E o engraçado é que os únicos interessados (professores e alunos) nunca participam da discussão sobre como o processo educativo deve ocorrer – então reduzidos a peças em experiências politicas e pedagógicas que pela simples e sincera análise lógica se mostram ineficazes… enfim … tenho dito.

deserto de si

O que maltrata é a solidão… não lido bem com a solidão e sei que as coisas que tenho que fazer no dia-a-dia devem ser feitas com ou sem companhia, pois pelo contrário trava tudo… nesse sentido a solidão é benéfica, e mesmo consciente disto é com muito esforço que fico só, não só de ficar sozinho, mas de me sentir estrangeiro, não mais só aqui e agora, mas com meus pais, com meus amigos, a solidão me veste como uma roupa. E então penso que eu tenho que encontrar um ritmo de ação que me faça esquecer-me de mim, que tire o nó na garganta, que tranquilize meu coração, não como um peso, não se negar a compartilhar a vida com os outros, mas pelo contrario, se entregar à vida independente das circunstâncias… …aceitar a solidão como o herói que, mesmo apoiado por todos, enfrenta seu destino solitário na arena.

entenda o desejo humano pelos carros:

Durante muito tempo os humanos se deslocaram a pé, em cavalos e por barcos. A invenção das ferrovias no século XIX mudou radicalmente nossa relação com tempo e espaço. ECCE HOMO investiga a história do transporte moderno e como ele mudou a sociedade.

Questões para discussão:

Problemas dos sistemas de gestão de transporte, questões atuais de sustentabilidade e impactos ambientais, necessidades acerca da acessibilidade e mobilidade, construções sociais e cotidiano humano.

Pesquisa:

Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes

Departamento Estadual de Trânsito DETRAN

Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicada

Instituto de Pesquisas Rodoviárias

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares

Ministério dos Transportes

Propagandas de Cigarro

Entre as décadas de 1920 e de 1950 não havia nenhum controle sobre a publicidade do cigarro. Então, por décadas, a indústria do tabaco utilizou diversos recursos da propaganda para dizer que “fumar é bom”.

Os efeitos nocivos ocasionados pelo vício foram omitidos e era comum ver profissionais da área de saúde, estrelas de Hollywood, atletas de elite e até crianças ilustrando os anúncios de diversas marcas e enfatizando os seus supostos “benefícios”.

Atualmente, a propaganda de cigarro é proibida em vários países, inclusive no Brasil, e sabemos que o fumo causa inúmeros danos à saúde, mas houve um tempo em que fumar estava associado às melhores práticas da vida.

Celebridades de Hollywood e do esporte fizeram do cigarro um símbolo de status e saúde:

Profissionais da saúde recomendavam e atestavam o fumo:

Tabagismo

Dados do Icesp mostram que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem largar o cigarro, mesmo após descobrirem a doença. Além disso, de todos os atendimentos realizados no Instituto, 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para realizar o tratamento.
O tabagismo é um sério problema de saúde pública no mundo. O hábito desencadeia diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, sem contar que é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer.

veja mais propagandas

emprego para filósofos …

o mundo precisa de filosofia

Aprendi desde o colégio que nada se poderia imaginar, por mais estranho e incrível, que já não tivesse sido dito por algum dos filósofos…
René Descartes, Discurso do Método, II.

Nem todo mundo pode ser piloto de avião, jogador do Flamengo ou apresentador de talk show na TV. Algumas profissões caracterizam-se pela monotonia; por exemplo, ascensorista. Como manter o bom humor passando um terço do dia (ou metade, quando se acumulam dois empregos diferentes) encerrado num elevador, em constante sobe e desce, sobe e desce? Mas seu Machado era um ascensorista diferente: distraía a si e aos passageiros contando piadas. Meia-idade, cabelos grisalhos, pele curtida pelo sol (era pescador nos fins de semana), sorriso infalível. A história se passa em plena ditadura militar e seu Machado sabia desfiar rosário de piadas do Costa e Silva, o general com fama de boçal que governava o país.

– Terceiro andar, quem vai? Quinto, ninguém? Todos pro primeiro?

A piada teria de ser curta para não ser interrompida no meio.

– O presidente viajou pra Escócia. Numa recepção, ofereceram uísque. “É estrangeiro?” Perguntou. “Não, é nacional”. “Então não quero, uísque nacional não bebo!”

– Primeiro andar, chegamos! Na saída, conto outra.

O prédio, o CPD de um banco, era baixo, seis andares, e seu Machado pilotava o elevador dos andares ímpares.

– O presidente e a esposa vinham de Cuba num jato… (Como de Cuba, perguntará o leitor mais atento, se na ditadura militar o Brasil não mantinha relações diplomáticas com esse país? Ora bolas, responderei, se querem lógica, procurem nos teoremas matemáticos ou nos programas de computador, e não nos sonhos ou piadas.) O comandante anunciou pelo alto- falante: “Neste momento, entramos em território brasileiro, a uma altitude de 10 mil metros…” Sabem o que o presidente exclamou?

– O quê?
– Terceiro andar, quem fica?- Eu, mas primeiro termina a piada!- O Presidente exclamou: “Puxa, eu sabia que o Brasil era grande, mas não sabia que era tão alto!”Todos se escangalhavam de rir e ninguém era preso, imaginou se alguém contasse piada de Hitler em Berlim de 1940 ou de Stalin em Moscou de 1950.Os passageiros do terceiro andar saltaram com a alma leve. Os do quinto foram brindados com complementos.- Na viagem, a esposa do presidente passou mal, vomitou o tempo todo. Ao desembarcar, cercada pelos repórteres, desabafou: “A viagem foi péssima, vim de Cuba vomitando!” Os assessores explicaram: “‘Vomitar’ é termo vulgar, não fica bem para uma primeira-dama; utilize o verbo ‘lançar’, mais elegante.” Pois na entrevista coletiva daquela noite… Quinto andar!- Só saio do elevador quando terminar a piada.- … na entrevista coletiva, a primeira-dama saiu-se com esta: “Vim de Cuba lançando!”- Há! Há! Cu balançando! Boa!

E de tanto “segurar” o elevador para terminar as piadas, acabou sendo despedido. Mas seu Machado não esmoreceu: procurou novo emprego em edifício bem alto, onde pudesse declamar seu novo repertório: o presidente das piadas sofrera um derrame e a junta militar que o sucedera não tinha a menor graça.

– Conhecem a do jogador de golfe?
– Não!- Alguma dama no elevador? Nenhuma? É Clube do Bolinha? Pois bem, o jogador de golfe, cada vez que errava o buraco, gritava: “Puta que pariu, errei!” Aí passou um padre e, ouvindo o palavrão, advertiu: “Meu filho, você está cometendo um grave pecado!” – seu Machado imitava a voz arrastada do padre. – “Saiba que, se Deus o escutar, poderá se enfurecer e atirar um raio na sua cabeça!” Vigésimo andar, quem fica?- Subo até o último e, na volta, fico aqui. Quero ouvir o resto.- Pois é. Dito isso, eis que o céu escurece e, de imensa nuvem negra, desce um raio e atinge em cheio a cabeça do… padre!- Do padre?- Sim, do padre! Do céu, vem voz estrondosa: “PUTA QUE O PARIU, ERREI!”Certo dia, instalaram no prédio elevadores automáticos e seu Machado novamente teve que trocar de emprego. Procurou, procurou, e acabou achando em certa Faculdade de Filosofia. Contudo, o ar doutoral dos alunos e professores, sempre carregados de livros e envolvidos em discussões abstrusas, inibiram seu Machado. As piadas ficaram atravessadas na garganta. Não havia convivência possível entre o “seu Manel” da piada e a fenomenologia de Husserl; entre o Bocage da anedota e o cogito de Descartes; entre as mancadas do ex-presidente e a alienação de Marx. Seu Machado, perplexo, ouvia emudecido:- Você leu o capítulo de Alston sobre a teoria referencial?- Teoria referencial de um ou dois níveis?

– Teoria referencial strictu sensu. Alston aponta duas dificuldades nessa teoria.

– A semântica de Frege supera essas dificuldades…

Seu Machado matutava: “Se existe piada de português, de padre, de judeu, de gago, de general, de ministro, até de Jesus Cristo, há de existir piada de filósofo! Será que na Grécia Antiga não se contavam anedotas?” Calado, seu Machado não entendia bulhufas dos fragmentos de discussão que ouvia entre um andar e outro:
– Acho Kant de um otimismo quase infantil.- Por quê?- Ele acreditava numa lógica acabada e definitiva; acreditava numa única geometria possível; numa física universal… A teoria kantiana acabou atropelada pelas geometrias não-euclidianas, física quântica, lógica trivalente…- Tem razão, mas e a importância de Kant como precursor da moderna epistemologia e filosofia das ciências?Seu Machado cismava: “Quem teria sido Kant, algum cantor? E Schopenhauer, algum bebedor de chope? Descartes, algum jogador de cartas?” De tanto ouvir discussões filosóficas, certa noite teve um sonho. Melhor, pesadelo.
A ciência desumanizara o mundo. O progresso tecnológico era frenético e as descobertas científicas, mirabolantes: cálculos, métodos, autômatos, algoritmos, elementos químicos, linguagens formais, partículas subatômicas… O homem alienara-se de si mesmo, tornara-se apêndice da máquina, neurótico, robotizado… A matéria dominara o espírito.Até que adveio a reação filosófica.
Nos pára-brisas dos automóveis, adesivos com os dizeres: “I LOVE PHILOSOPHY”. Nos muros, pichações: “O MUNDO PRECISA DE FILOSOFIA”. Nunca o afluxo às Faculdades de Filosofia foi tão grande, e o afluxo às escolas técnicas, embora altamente incentivado, tão minguado.
Tal qual o cristianismo – que de religião de escravos, tornara-se popular entre as famílias patrícias, acabando por se alçar a religião oficial do Império Romano -, a filosofia entrou na moda (nas listas de best-sellers, Heidegger, Pascal, Platão) e acabou subindo ao poder!A primeira medida do Partido Filosófico foi proibir o método científico. A educação filosófica tornou-se obrigatória desde o jardim da infância. Nas igrejas, imagens de Jesus crucificado, de Nossa Senhora, deram lugar às de Sócrates bebendo cicuta para salvar a humanidade, sua esposa Santa Xantipa e coisa e tal.Decorridos cinqüenta anos, a Grande Revolução Filosófica fora um sucesso! Inicialmente, o Partido fora dominado por facções empiristas, partidárias de Locke e Hume; após o primeiro grande expurgo, a ala racionalista ganhara hegemonia. Até que agentes camuflados da dissidência comteana secretamente incendiaram o Senado e culparam os cartesianos; as obras de Descartes foram proibidas e queimadas em praça pública…A esposa de seu Machado preocupou-se; o marido debatia-se na cama, suando em bicas, balbuciando frases sem nexo:- A articulação eidético-noemática da estruturação da reificação do ser-aí fundamenta-se na realização do racional, possibilitada pela aplicação de epistemologia formal no nível da razão pura… Enfim, dona Maria acordou seu Machado. Contudo, depois daquele delírio, ele se transformou. No dia seguinte, ao ouvir o professor Roland explicar a seu discípulo:
– Não podemos confundir o conceito grego de “democracia” com o conceito contemporâneo… Seu Machado interrompeu:
– É! E também não podemos confundir “as grandes obras do mestre Picasso” com…?????- …a grande pica de aço do mestre de obras!
texto de Ivo Korytowski

Carrinho X Carinho

Em plena semana da Criança – quando o comércio deve registrar nova alta nas vendas de brinquedos e outros produtos infantis – especialistas do Instituto Alana e da Aliança pela Infância reuniram-se no último dia 9 em São Paulo para discutir os prejuízos trazidos pela publicidade dirigida às crianças e a importância do resgate do brincar como estratégia de enfrentamento.

“Os pais conversam menos com os filhos do que a publicidade. Estudos mostram que a criança brasileira é a que mais assiste TV entre as de todos os países. Diante da TV a criança é estimulada a comprar o tempo todo”, alertou a pedagoga Roberta Capezzuto, integrante do Núcleo de Educação do Instituto Alana, organização que defende o desenvolvimento saudável da criança em todos os aspectos. “E é muito fácil vender para crianças porque elas acreditam em tudo o que se diz.”

Segundo ela, a situação é preocupante. Pesquisas mostram que 30 segundos de exposição a uma propaganda é suficiente para que a criança seja influenciada por uma marca. Isso é muito preocupante porque estimula um consumismo prejudicial à infância e seus familiares.

“Há prejuízos para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças uma vez que elas deixam de brincar para ficar na frente da TV por horas seguidas.” O resultado imediato da combinação sedentarismo e consumo de alimentos anunciados – 80% deles são calóricos, conforme pesquisas – é a obesidade na infância. Dados do Ministério da Saúde mostram que 33% das crianças brasileiras estão com sobrepeso.

“Outro problema é a erotização precoce. Não é à toa que a primeira relação sexual aos 15 anos vem aumentando em todo o Brasil”, disse Roberta. Isso tudo sem contar o estresse familiar causado por chantagens dos filhos que, seduzidos pela publicidade, pressionam os pais para comprar os produtos anunciados durante a programação infantil, com linguagem acessiva e com apelos visuais. E o danos psicológicos são trazidos por comerciais que exibem a falsa ideia de famílias sempre perfeitas, quando na realidade todas as famílias enfrentam problemas em vários momentos. “Será justo culpar os pais pelo consumismo excessivo quando há uma indústria milionária por trás dessa pressão que vitimiza a criança?”, questionou.

“Existem iniciativas para restringir a publicidade destinada ao público infantil. Mas todas sofrem ataques dos meios de comunicação, que argumentam que essas propostas ferem a liberdade de expressão”, disse o jornalista Alex Criado, da coordenação da Aliança pela Infância. “Essa defesa da liberdade de expressão, no entanto, esconde interesses escusos.”

Entre eles está o Projeto de Lei 193/2008, do deputado Rui Falcão (PT), que está pronto para ir ao plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo. A proposta regulamenta a publicidade, no rádio e TV, de alimentos dirigida ao público infantil. O PL proíbe no estado a publicidade dirigida a crianças de alimentos e bebidas pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio entre as 6h e 21h. A proibição vale também para divulgação desses produtos em escolas públicas e privadas. A proposta veta ainda a participação de celebridades ou personagens infantis na comercialização e a inclusão de brindes promocionais, brinquedos ou itens colecionáveis associados à compra do produto. Já a publicidade durante o horário permitido deverá vir seguida de advertência pública sobre os males causados pela obesidade.

O projeto está de acordo com o que prevê o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que proíbe qualquer publicidade enganosa ou abusiva que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência das crianças. Em 2010, o Instituto Alana denunciou ao Procon a rede Mc Donald’s por vincular brinquedos às promoções de seus produtos. Conforme a denúncia, a associação de brinquedos com alimentos incentiva a formação de valores distorcidos, bem como a formação de hábitos alimentares prejudiciais à saúde.

Além de criação de leis para proteger as crianças dos efeitos nocivos da publicidade, Roberta defende a ação conjunta de famílias, escolas, movimentos sociais, ONGs, empresariado e o estado. Em sua apresentação, ela mostrou o filme Criança, a alma do négócio, que mostra depoimentos de crianças, pais, professores e especialistas sobre consumismo e a vulnerabilidade das crianças à propaganda. Produzido em 2008, o filme continua atual.

“Leis que defendem as crianças dos efeitos nocivos da publicidade existem, como a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e o próprio Código de Defesa do Consumidor. Basta que sejam cumpridos”, disse Roberta.

Em 28 países há restrição à publicidade voltada para crianças. Suécia e Noruega baniram a publicidade.

Brincadeiras de verdade

“O encurtamento da infância – as crianças estão deixando de brincar mais cedo e essa precocidade a transforma em consumidores – é uma questão que merece muita reflexão”, disse a educadora Adriana Friedmann, coordenadora da Aliança pela Infância. A entidade mantém 20 núcleos espalhados pelo país para pesquisar e disseminar a importância do brincar.

Segundo ela, consumo não combina com infância. “Quando uma criança pede um brinquedo, é porque está angustiada. É como se ela dissesse: olha pra mim. Elas não sabem, mas estão dizendo isso.”

Para Adriana, estão faltando coisas simples e essenciais nos relacionamentos familiares, como o preparo de uma comida com afeto, mais tempo para o diálogo e brincadeiras. “Precisamos organizar nosso tempo, pegar a criança no colo, contar uma história, cantar uma música – isso é brincar também. Hoje em dia, o maior presente que podemos dar a uma criança é estar com ela por inteiro.”

Adriana lembrou que o brincar mais livre, sem brinquedos estruturados, com a criatividade do faz-de-conta era comum até os anos 1950, 1960. De lá para cá os brinquedos foram sendo introduzidos e hoje as crianças – e adultos – são cada vez mais dependentes de aparatos tecnológicos, os brinquedos atuais. “A nossa sociedade está doente, hipnotizada pela tecnologia. As pessoas estão o tempo todo desconectadas da realidade, da pessoa ao lado, daquilo que é essencial nas relações sadias, e fixadas em aparelhos como o celular. Compramos para nós e para nossos filhos”, lamentou.

Segundo Adriana, são muitas as questões para as quais não existem respostas prontas. “Precisamos olhar para dentro de nós mesmos, voltar à nossa infância, negociar com as crianças e dar a elas alternativas que ainda não conhecem, ensinar brincadeiras antigas e brincar mais com elas.”

Publicado originalmente no site Rede Brasil Atual

veja mais http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2012/04/ong-defende-proibicao-de-publicidade-voltada-ao-publico-infantil/?searchterm=publicidade%20infantil;

O mito do professor herói

Está corrente o mito do professor herói, as revistas de educação estão produzindo matérias cada vez melhores sobre como é esse professor ou como se tornar um professor herói, o professor herói é o profissional licenciado que além de explicar sua matéria é juiz, psicólogo, pai, mãe, médico, policial da moral e dos bons costumes, exemplo de como deve ser e se comportar um ser humano… Salas lotadas, falta de material ou apoio pedagógico e tecnológico, tempo fabril que impede o aprofundamento de qualquer assunto, a má formação e a descontinuidade na formação dos profissionais, assédio moral e burocratização industrial da escola… nada disso é desculpa para o professor herói. Querem fazer acreditar, tanto os professores quanto a sociedade, que a culpa e a solução dos problemas nas escolas é do professor.

É possível existir esse professor herói? Creio que para ser professor é necessária uma didática eficiente para passar o que se sabe, começa e termina por aqui, o mito do professor herói é uma tentativa de tirar a atenção ao que realmente está errado, que a falha é no sistema e não nas peças, o professor que se mete a herói está fadado a ser Durango Kid, já disse Raul.

Qual é o verdadeiro problema? A crise da educação é de fato problema estratégico do Estado, consequência de má gestão, que negligenciou a educação no Brasil e corre contra o tempo para atender as necessidades dessa nova sociedade. Constroem uma escola atrás da outra; tem i-pad, tem lousa digital, tem ventilador, tem livro e escova de dente e um déficit enorme de professores – eu disse professores e não servidores públicos que até tem bastante, o servidor público é a pessoa formada às pressas em universidades feitas às pressas que sem competência ou tradição despejam às centenas os trabalhadores necessários ao sistema educacional – tudo muito rápido, se esqueceram do quanto é dispendioso formar um profissional capaz de formar outras pessoas e responsabilizam esse profissional por essa falha.

Qualquer investimento que não seja para excelência na profissionalização do professor será em vão, nem os milhões investidos em computadores resolverão a crise, nem os milhões em bonificações distribuídos aos professores que mais batem o ponto, nem a exigência do professor se tornar operário, nem a exigência de metas e projetos sem nenhuma lógica coerente, nem a lavagem cerebral que estão fazendo em colocar a culpa e a responsabilidade nos amigos da escola ou nos professores vai resolver o problema.

Só com investimento pesado na estrutura e formação continuada do humano essência do professor é que vai surtir efeito em longo prazo, professor herói é boi de piranha da crise da educação, fazer acreditar que o pobre operário desse sistema é responsável pelo problema é desviar a atenção da má administração publica e menospreza o bom professor que conseguiria educar seus alunos se tivesse condições para isso.

Maiakovski já disse: “Triste a sociedade que precisa de heróis”

Vaidade Infantil

O que é vaidade?

Desejo imoderado de chamar atenção, ou de receber elogios;

Ideia exageradamente positiva que alguém faz de si próprio;

Presunção, fatuidade, gabo;

Coisa vã, fútil; futilidade. Alarde, ostentação, vanglória.

A vaidade (chamada também de orgulho ou soberba) é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas.

Uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada.

Vaidade exagerada na infância é prejudicial na vida adulta

E quando reconhecer se a vaidade infantil está passando dos limites? Tudo que é excessivo deve ser visto com cautela. Se a criança não brinca porque não quer se sujar ou amassar a roupa; se ela passa mais tempo se arrumando do que se divertindo; se seus comentários são direcionados somente às aparências das pessoas; se ela exclui os que não acha bonitos; se ela se priva de determinados alimentos comuns às outras crianças, com o pretexto de que fazem mal à pele; se critica os pais em relação à aparência deles com frequência; se tem preocupações incomuns à idade (como peso ou celulite), é saudável procurar um psicólogo para conversar e sanar as dúvidas.

Outra dica importante é direcionar a vaidade para o autocuidado, ou seja, mostrar à criança que não adianta usar roupa da moda se não tomar banho todo dia e direito. De nada vale comprar a bota da apresentadora da TV se não mantiver as unhas aparadas e o cabelo limpo. Não adianta ser linda e fútil. Não adianta ter um corpo forte e uma cabeça fraca. Não adianta passar batom e os dentes estarem sujos. Não adianta ser admirada pelos outros se ao se olhar no espelho, não gostar de si mesma.

A vaidade excessiva na infância contribui para que as crianças deixem de viver etapas fundamentais de seu crescimento e compromete as áreas social e escolar. Um dos maiores prejuízos é a criança deixar de brincar com atividades que explorem seu desenvolvimento psicomotor, como correr, pular, subir em árvores, andar de bicicleta ou mexer com tinta para não se sujar, amassar a roupa ou transpirar. Isso é péssimo para sua formação, pois, mais tarde, ela pode se tornar um adulto com sérios problemas: desde um comportamento infantilizado até um transtorno obsessivo.

texto de Fernanda Junqueira – UOL Estilo

Veja a reportagem:

Artigo: A IMPORTÂNCIA DO BRINCAR PARA A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ALIENAÇÃO PARENTAL

Você sabe o que é SAP?

Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner (1985) para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor.

Os casos mais frequentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.

Saiba mais: http://www.alienacaoparental.com.br/o-que-e

Animação – Anima Mundi

O Festival Internacional de Animação do Brasil, ou Anima Mundi, é um festival de animação que ocorre anualmente no mês de julho nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, no Brasil.

Iniciado em 1993, é o maior da América Latina. Durante o festival são exibidos curtas, médias e longas-metragens, seriados e comerciais. As linguagens narrativas e técnicas são as mais variadas e o festival não exige nenhum critério específico.

Por outro lado, o festival promove um concurso internacional de animações para a Internet com critérios específicos, o Anima Mundi Web, que é uma mostra competitiva paralela à que ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo. O concurso online recebe trabalhos realizados com o programa Flash, que são exibidos no site do Anima Mundi onde os internautas podem participar da votação pela escolha da melhor animação. Desde 2005, acontece também o Anima Mundi Celular, competição online para animações feitas especificamente para telefones celulares.

veja as animações em: http://www.animamundi.com.br/pt/anima-multi/animamulti_home.php/2012?v=1002716

O Festival Internacional de Animação do Brasil − Anima Mundi − criado por quatro animadores brasileiros, se realiza todo mês de julho desde o ano de 1993 nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, tendo se tornado o segundo maior festival de animação do mundo.

Desde a primeira edição, uma de suas maiores atrações é o Estúdio Aberto, onde o público, entre uma sessão e outra de filmes, produz cenas de animação em diversas técnicas, podendo assistir ao resultado na hora.

O interesse que essas oficinas despertavam em professores e alunos de escolas públicas e particulares motivaram a equipe do Anima Mundi a elaborar atividades e métodos de ensino especialmente dirigidos ao ambiente escolar. Nascia o projeto Anima Escola!

Cartilha Anima Escola : http://www.animaescola.com.br/media/arquivos/cartilha%20Anima%20Escola.pdf

Manipulador Universal de ANimações

MUAN é um sistema open source para animação quadro-a-quadro, compatível com os sistemas operacionais Linux, Windows e Macintosh.

Através do sistema MUAN, torna-se possível gravar imagens fixas em seqüência e editá-las no mesmo ambiente, com uma interface intuitiva e rápida performance. A instantaneidade favorece a espontaneidade e criatividade do trabalho de animação. O MUAN não cria ou edita as imagens em si: está focado na manipulação do seqüenciamento de imagens, conceito até então abstrato para um leigo em animação.

Paleontólogo

Desenterrar o passado é um trabalho fascinante e, ao mesmo tempo, árduo. A imagem de “caçadores de fósseis”, retratada em filmes, pode passar a falsa impressão de que paleontólogos são aventureiros que viajam pelo mundo esbarrando em dinossauros e hominídeos. Nada mais falso. É preciso muita informação, técnica, sorte e paciência para trazer à luz uma história escondida por diversas camadas geológicas.

Um profissional pode passar a vida inteira sem achar algo muito significativo ou, em casos raríssimos, como o do primeiro esqueleto de neandertal descoberto, ser “encontrado” pelo fóssil, completamente por acaso. O mais usual, porém, é seguir um protocolo que começa com a pergunta: “O que quero encontrar?”.

“Partindo dessa questão, selecionam-se os alvos, os sítios que poderiam apontar evidências fósseis e geológicas para respondê-la”, conta o paleontólogo Juan Carlos Cisneros, pesquisador da Universidade Federal do Piauí, cujo último trabalho publicado descreveu o carnívoro mais antigo da América do Sul, o Pampaphoneus biccai, descoberto no Rio Grande do Sul. A partir daí, é preciso, literalmente, seguir o caminho das pedras.

fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/07/31/interna_tecnologia,309071/conheca-o-trabalho-dos-paleontologos-que-vai-da-sorte-a-exaustao.shtml

primeiros filmes para o cinema…


George Méliès nasceu em 1861 e depois de se tornar um dos mais famosos mágicos ilusionistas da França, dono do famoso teatro “Robert-Houdin”, se tornaria também, o criador do primeiro filme de ficção científica da história, “Viagem à Lua” (de 1902), e o inventor de uma técnica de efeitos especiais usada até hoje: o “stop-motion”, a filmagem quadro-a-quadro que dá movimento a objetos inanimados.

A história de Méliès com o cinema começa com os irmãos Auguste e Louis Lumière, quando estes apresentaram o seu “cinematógrafo” à cerca de 30 pessoas em 1895, em Paris. Os irmãos Lumière que acabavam de inventar o cinema sem querer deram uma idéia ao mágico Méliès que viu no cinematógrafo uma boa maneira de mostrar sua arte.

O mágico do cinema descobriu a técnica que o deixaria famoso por acidente. Um dia enquanto filmava um ônibus em movimento a câmera de repente pifou. Ao voltar a filmar, um carro fúnebre aparecera no lugar do ônibus e, ao assistir a filmagem Méliès percebeu que o ônibus “se transformara” em um carro fúnebre.

Até fazer seu filme de maior sucesso, “Viagem à Lua” de 1902, Méliès fez vários outros filmes (ao todo, Méliès filmou cerca de 500 filmes em toda sua vida), incluindo o filme “Orquestra de um Homem Só” onde ele mesmo aparece tocando vários instrumentos ao mesmo tempo.

Viagem à lua (1902)

Infelizmente, como a maioria dos grandes gênios naquela época, Méliès morreu sem ter o reconhecimento devido. Apenas cinco anos após lançar seu filme de maior sucesso encontrava-se falido. O Teatro “Robert-Houdin” fechara por ocasião da I Guerra Mundial e seu teatro de variedades (que ele havia criado em 1915) declarou falência em 1923.

Várias de suas obras foram vendidas para fábricas de celulóide e transformadas em sapatos para soldados. O próprio Méliès revoltado com sua situação financeira destruiu parte de seus filmes.

Méliès morreu em 1938. Falido, sem sucesso, sem mágica.

Recomendação literária:

Sinopse

Hugo Cabret é um menino órfão que vive escondido na central de trem de Paris dos anos 1930. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida dos gigantescos relógios do lugar – escuta seus compassos, observa os enormes ponteiros e responsabiliza-se pelo funcionamento das máquinas. A sobrevivência de Hugo depende do anonimato – ele tenta se manter invisível porque guarda um incrível segredo, que é posto em risco quando o severo dono da loja de brinquedos da estação e sua afilhada cruzam o caminho do garoto. Um desenho enigmático, um caderno valioso, uma chave roubada e um homem mecânico estão no centro desta intrincada e imprevisível história, que, narrada por texto e imagens, mistura elementos dos quadrinhos e do cinema, oferecendo uma diferente e emocionante experiência de leitura.

fonte: http://www.infoescola.com/biografias/george-melies/ e http://www.ojovemescritor.com/2011/02/resenha-invencao-de-hugo-cabret.html

Jogo da Travessia do Rio

Nesse jogo online o desafio é atravessar o rio com todos os personagens para o outro lado. O problema é que existem uma série de regras para essa travessia, e você deverá obedecer todas as regras para conseguir cumprir a missão. A tela inicial do jogo está em japonês mas basta você clicar com no botão circular que o jogo começará.

Esse é um jogo de lógica e raciocínio onde fará você perder um bom tempo para conseguir desvendar o segredo por trás do desafio.

Como Jogar?

Basta você usar o mouse para selecionar os bonquinhos que irão ser adicionados ao bote, e depois clicar na alavanca para atravessa-los. Lembre-se que se eles não esitverem de acordo com a regra, você não obterá sucesso na transferência.

Regras da Travessia

Bom, as regras para a travessia da família para o outro lado do rio são:

  1. Somente o pai, a mãe e o policial conseguem pilotar o bote
  2. A mãe jamais poderá ficar sozinha com os filhos
  3. O pai jamais poderá ficar sozinho com as filhas
  4. O prisioneiro não poderá ficar sozinho com nenhum dos integrantes da família
  5. O bote só pode transportar 2 pessoas de cada vez
  6. Você pode ir e vir com as pessoas quantas vezes for necessário

Bom, agora que você sabe as regras, objetivo e como jogar, é hora de ter paciência e tentar desvendar o jogo. Boa sorte! Quem conseguir o desafio poste aqui nos comentários falando pra gente, e quanto tempo levou.

link para o jogo: http://www.aulavaga.com.br/jogos/raciocinio/travessia-do-rio/

Instruções para Subir uma Escada

“Ninguém terá deixado de observar que frequentemente o chão se dobra de tal maneira que uma parte sobe em ângulo reto com o plano do chão, e logo a parte seguinte se coloca paralela a esse plano, para dar passagem a uma nova perpendicular, comportamento que se repete em espiral ou em linha quebrada até alturas extremamente variáveis. Abaixando-se e pondo a mão esquerda numa das partes verticais, e a direita na horizontal correspondente, fica-se na posse momentânea de um degrau ou escalão. Cada um desses degraus, formados, como se vê, por dois elementos, situa-se um pouco mais acima e mais adiante do anterior, princípio que dá sentido à escada, já que qualquer outra combinação produziria formas talvez mais bonitas ou pitorescas, mas incapazes de transportar as pessoas do térreo ao primeiro andar.

As escadas se sobem de frente, pois de costas ou de lado tornam-se particularmente incômodas. A atitude natural consiste em manter-se em pé, os braços dependurados sem esforço, a cabeça erguida, embora não tanto que os olhos deixem de ver os degraus imediatamente superiores ao que se está pisando, a respiração lenta e regular. Para subir uma escada começa-se por levantar aquela parte do corpo situada embaixo à direita, quase sempre envolvida em couro ou camurça, e que salvo algumas exceções cabe exatamente no degrau. Colocando no primeiro degrau essa parte, que para simplificar chamaremos de pé, recolhe-se a parte correspondente do lado esquerdo (também chamada pé, mas que não se deve confundir com o pé já mencionado), e levando-se à altura do pé faz-se que ela continue até colocá-la no segundo degrau, com o que neste descansará o pé, e no primeiro descansará o pé. (Os primeiros degraus são os mais difíceis, até se adquirir a coordenação necessária. A coincidência de nomes entre o pé e o pé torna difícil a explicação. Deve-se ter um cuidado especial em não levantar ao mesmo tempo o pé e o pé).

Chegando dessa maneira ao segundo degrau, será suficiente repetir alternadamente os movimentos até chegar ao fim da escada. Pode-se sair dela com facilidade, com um ligeiro golpe de calcanhar que a fixa em seu lugar, do qual não se moverá até o momento da descida.”

Julio Cortázar

Utopia…

A escola é um saco, ficar sentado cinco horas do meu precioso dia numa sala quente, usando um uniforme terrível, escutando o professor nada a ver com a realidade, falando de coisa que não interessam pra ninguém… cinco horas longe da web, perdendo de registar um monte de ideias, vendo oportunidades escorrendo entre as grades e câmeras que me vigiam durante essas cinco horas diárias, de grandes oportunidades… e essa porra dessa sirene que alerta a mudança de aula me assusta toda hora, eu cheguei a colocar o celular pra tocar uns minutos antes da sirene pra me alertar antes dela. E o celular, pô meu, celular em 2012 de dias de 24 horas é vital, não posso me dar ao luxo de ficar cinco horas sem ele, mas vai ligar um dentro da sala de aula pra ver o que acontece. … perdeu prayboi … sei lá … pensando nisso imagino uma escola ideal: pra começar a escola não pode ter muro, nem grade, nem câmera, nem chamada, nem avaliação, tem que ficar longe da rua com um espaço de grama bem grande em volta do prédio, um espaço que cansa de andar. Nas salas não tem porta, nem carteira em fila, tem lugar pra estudar, pra pesquisar, pra testar, o professor orienta, mas o estudo é feito de forma autodidata …  cada matéria tem uma sala e todos os professores ficam na mesma sala, todos os alunos frequentam essa sala , e cada um vai atrás do que lhe interessa. As relações se dão por respeito à evolução pessoal de cada um, sem medida, ou média, ou moda, ou estereótipos, algo que beira o respeito pela irmandade – família, tudo baseado na boa vontade e na gentiliza. A escola deve ter bastante espaço e de preferencia muitos corredores pra poder se perder de vem em quando, é obrigada a ser autossuficiente em comida, e exemplarmente consciente da sua pegada ecológica. A pedagogia é prática, logo todas as disciplinas interagem na escola, é na escola que se cria solução pra seus resíduos, pra seus conflitos, e como consequência ela se torna foco de produção de conhecimento e de cultura, com arte própria, com linguagem e filosofia próprias, com soluções para os problemas do seu entorno. Ai sim. Mas enquanto somos obrigados a frequentar uma escola que enforma, enquadra, limita, entorpece nosso Ser essas cinco horas vão continuar um saco.